As autoridades francesas prenderam mais de 1.300 pessoas neste sábado (31/10) durante uma nova onda de manifestações contra o custo de vida e por melhores condições de estudo. Os atos ocorreram em diversas cidades do país e, em sua maioria, transcorreram de forma pacífica, segundo informações do Ministério do Interior.
A polícia recorreu a gás lacrimogêneo e jatos d'água para dispersar manifestantes em vários pontos, incluindo Paris. Em Marselha, barricadas foram incendiadas, e em Bordeaux a fachada de uma loja foi depredada. Apesar dos confrontos isolados, as autoridades conseguiram evitar saques e incêndios de grande proporção como os registrados em semanas anteriores.
Para reforçar a segurança, o governo mobilizou 70 mil policiais e militares em todo o território francês. O Ministério do Interior informou que 53 agentes ficaram feridos durante os confrontos. O número de participantes foi estimado em 410 mil pessoas no país, sendo 110 mil somente na capital, Paris.
Desde a noite de sexta-feira (30/10), as autoridades realizaram operações preventivas, especialmente em estradas, estações ferroviárias e centros urbanos, com o objetivo de apreender objetos que pudessem ser usados em atos violentos. Em Mulhouse, no leste do país, foram recolhidos 175 artefatos pirotécnicos.
Os protestos deste sábado fazem parte de uma série de manifestações que têm ocorrido na França nas últimas semanas, impulsionadas pela insatisfação com o custo de vida e por reivindicações do movimento estudantil. Na semana anterior, os atos haviam sido marcados por episódios de saques e incêndios, o que levou o governo a intensificar as medidas de segurança.
A situação na França também se insere em um contexto de mobilizações em outros países europeus, como Espanha e Itália, onde protestos em massa têm ocorrido por motivos semelhantes. As autoridades francesas não informaram até o momento o número total de feridos entre os manifestantes.
O Ministério do Interior não divulgou detalhes sobre a quantidade de pessoas detidas por cidade ou sobre as acusações que pesarão contra os presos. A expectativa é de que novos balanços sejam divulgados nas próximas horas.
Enquanto isso, o governo francês segue monitorando a situação e não descarta a possibilidade de novas medidas caso os protestos se intensifiquem. A orientação é para que a população evite as áreas de maior concentração de manifestantes.
Fonte de referência: Mundo – Metrópoles — https://metropoles.com/mundo/franca-tem-mais-de-13-mil-manifestantes-presos-apos-protestos

