O Ministério da Justiça e Segurança Pública decidiu manter a Força Nacional de Segurança Pública em aldeias indígenas do Mato Grosso do Sul por tempo indeterminado. O anúncio foi feito pelo ministro Wellington César Lima e Silva no sábado (31/10), após uma série de denúncias de ameaças contra comunidades locais.
De acordo com o ministro, o patrulhamento será realizado em três áreas: a aldeia Sassoró, no município de Tacuru; a Taquaperi, em Coronel Sapucaia; e a Limão Verde, em Amambai. Ao todo, 145 agentes atuarão nessas localidades, com possibilidade de reforço.
A medida foi motivada por relatos de ataques a indígenas que teriam começado logo após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro, que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação é da fonte Metrópoles.
Segundo o ministro, a Força Nacional adotará um procedimento chamado de «Minuto a Minuto», no qual as equipes permanecerão em campo, prontas para se deslocar a qualquer ocorrência grave, acionadas pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou forças estaduais. «A Força Nacional inclusive, além da presença numérica atual, vai ter um reforço, está adotando um procedimento que eu reputo muito importante», declarou.
A denúncia envolve áudios que circularam em grupos de WhatsApp, nos quais um homem supostamente afirma ser necessário colocar veneno na água para matar indígenas. O conteúdo foi divulgado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, informou que a Polícia Federal já ouviu dois suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será intensificado. «Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, quatro são aqui de Mato Grosso do Sul», afirmou.
Eloy Terena acrescentou que, até o momento, apenas o caso do suposto envenenamento tem relação direta com crime político. Os demais relatos, incluindo atropelamentos, seguem em averiguação preliminar e não foram descartados.
A presença da Força Nacional nas aldeias busca garantir a segurança das comunidades enquanto as investigações prosseguem. O ministério não divulgou prazo para o término da operação.
Procurada, a Polícia Federal não informou detalhes sobre o andamento das apurações. A reportagem não localizou representantes das comunidades indígenas para comentar as ameaças.
Fonte de referência: Metrópoles — https://metropoles.com/brasil/apos-ameacas-a-indigenas-no-ms-forca-nacional-reforcara-protecao-a-aldeias

