UrgentePF interroga suspeitos de contaminar água em aldeias de MS; Força Nacional reforça segurança
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Sao Paulo

PF interroga suspeitos de contaminar água em aldeias de MS; Força Nacional reforça segurança

Ministro Eloy Terena informa que ao menos dois suspeitos já foram ouvidos; investigação apura 10 casos criminosos, quatro no Mato Grosso do Sul, com possível motivação política.

Indígenas em aldeiaFoto: Reprodução - Funai
RN
Raphael Nogueira Felix
1 de novembro de 202610:58
Atualizado há 1 hora às 13:58

A Polícia Federal (PF) já ouviu pelo menos dois suspeitos de envolvimento na contaminação de água em aldeias indígenas no Mato Grosso do Sul. A informação foi divulgada pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, neste sábado (31). Segundo ele, as apurações estão em fase preliminar e buscam esclarecer as circunstâncias dos ataques.

O ministério identificou 10 casos criminosos entre as denúncias recebidas, sendo quatro no Mato Grosso do Sul. Desses, um caso de envenenamento tem ligação direta com crime político, de acordo com o ministro. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabiliza 30 ocorrências, mas o ministério fez um filtro para separar o que considera crime.

«Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, quatro são aqui de Mato Grosso do Sul. Até o momento, é claro que é uma averiguação preliminar, apenas esse caso do envenenamento tem uma ligação direta com crime político. Os outros atropelamentos até o momento não, mas é claro que não serão descartados», afirmou Eloy Terena.

A denúncia ganhou repercussão após a divulgação de áudios que circularam em grupos de WhatsApp. Em uma das gravações, atribuída a um servidor público do município de Tacuru, um homem aparece dizendo: «Tem que ponhar veneno na água, tem que matar essas pragas na água». O conteúdo foi divulgado pela Apib.

Uma das linhas de investigação aponta que um servidor público de Tacuru teria realizado o envenenamento na aldeia Sassoró. A PF busca confirmar a autoria e a motivação do ato, que teria ocorrido após o resultado da eleição presidencial.

Para reforçar a segurança na região, a Força Nacional de Segurança Pública atuará por tempo indeterminado em três aldeias do estado: Sassoró, em Tacuru; Taquaperi, em Coronel Sapucaia; e Limão Verde, em Amambai. O contingente será de 145 agentes, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

«A Força Nacional, além da presença numérica atual, vai ter um reforço e está adotando um procedimento que eu reputo muito importante, que é o chamado Minuto a Minuto. Eles estarão sempre no terreno, na área de operações, disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça, sendo acionados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais», declarou o ministro da Justiça.

As investigações seguem sob responsabilidade da PF, que deverá ouvir novos depoimentos e analisar as provas coletadas. O Ministério dos Povos Indígenas acompanha o caso e cobra celeridade nas apurações. A Apib reforça a necessidade de proteção às comunidades e de punição aos responsáveis.

A expectativa é de que os reforços na segurança e as investigações tragam respostas às comunidades indígenas, que relatam ameaças e episódios de violência desde o período eleitoral. O governo federal afirma que monitora a situação e que novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das apurações.

Fonte de referência: Metrópoles — https://metropoles.com/brasil/suspeitos-de-envenenar-agua-em-aldeias-indigenas-no-ms-sao-ouvidos-pela-pf

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