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Any Gabrielly reflete sobre luto na adolescência em estreia de filme nacional

Atriz e diretora falam sobre a responsabilidade de abordar a perda de uma amiga querida em adaptação literária que chegou aos cinemas nesta quinta-feira.

Imagem de divulgação do filme As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você mostra a atriz Any GabriellyFoto: Amanda Aguiar/Divulgação
RN
Raphael Nogueira Felix
1 de novembro de 202608:08
Atualizado há 3 horas às 11:08

A atriz Any Gabrielly, conhecida por trabalhos na música e na atuação, comentou em entrevista ao Metrópoles os desafios de interpretar uma adolescente enlutada no filme As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, que estreou nos cinemas nesta quinta-feira (29/10).

No longa, ela dá vida a Gabriela, uma jovem tímida que perde a melhor amiga, Júlia, interpretada por Giulia Be. Para lidar com a dor, a personagem descobre que a amiga deixou dez cartas com desafios que a ajudam a enfrentar o luto e a sair da zona de conforto.

A produção é uma adaptação do livro homônimo de Fernanda de Castro Lima e tem direção de Diego Freitas. O filme aborda abertamente temas como saúde mental e questões existenciais que afligem o público jovem.

Any destacou que a adolescência já é uma fase de intensas descobertas e mudanças, o que pode tornar o luto ainda mais complexo. «A juventude em si já é um caos. Você está se entendendo, entendendo quem que você quer ser. E aí quando você passa pelo luto, que é difícil em qualquer fase da vida, somado a tudo isso vira um salceiro emocional. E eu acho que o jovem é muito incompreendido», afirmou a atriz.

Ela também ressaltou que os adultos nem sempre sabem como acolher adolescentes que enfrentam uma perda, tema explorado ao longo da trama. «Às vezes a pessoa mais velha não sabe como conseguir ajudar, não sabe como estender a mão para esse jovem. Então é muito legal poder falar sobre esse tema, porque a gente acaba abordando não só o luto em si daquela pessoa, a gente aborda como que as pessoas em volta estão se relacionando com isso», completou.

O diretor Diego Freitas revelou que se conectou profundamente com a história porque viveu uma experiência semelhante. Ele perdeu o melhor amigo quando tinha cerca de 12 anos, o que marcou sua adolescência e o motivou a realizar o projeto.

«O luto é uma coisa chata, é uma coisa que ninguém quer passar por isso, mas a gente é obrigado a falar sobre isso, porque se a gente ficar vivo, provavelmente a gente vai viver isso muitas vezes na nossa vida. Eu já passei por isso na minha vida algumas vezes e eu tive um luto na adolescência, então eu perdi o meu melhor amigo quando eu tinha mais ou menos 12, 13 anos», relatou o cineasta.

Segundo Freitas, a lembrança o impulsionou a criar um filme voltado ao público jovem brasileiro, com espaço para discutir saúde mental e questões existenciais. «Essa marca sempre ficou em mim de querer falar sobre isso e, principalmente, fazer um filme para o público jovem brasileiro, um filme que fala…», acrescentou.

A estreia do longa ocorre em um momento de crescente debate sobre a saúde mental dos jovens no Brasil, tema que ganha destaque em produções culturais. O filme chega aos cinemas com a proposta de abrir espaço para conversas sobre perdas e recomeços na adolescência.

As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você está em cartaz nos cinemas desde quinta-feira (29/10), com distribuição nacional. A obra é uma aposta do cinema brasileiro em narrativas que mesclam drama e amadurecimento para o público adolescente.

Fonte de referência: Entretenimento – Metrópoles — https://metropoles.com/entretenimento/any-gabrielly-sobre-abordar-luto-em-filme-dificil-em-qualquer-fase

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