UrgenteSérie da Netflix sobre golpe familiar reacende debate sobre caso de R$ 725 milhões no Rio
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Rio de Janeiro

Série da Netflix sobre golpe familiar reacende debate sobre caso de R$ 725 milhões no Rio

Diretor Mauro Mendonça Filho comenta semelhanças entre a trama de Dom de Iludir e o estelionato que vitimou a família Boghici em 2022.

Foto: Marcos Serra Lima/Netflix
RN
Raphael Nogueira Felix
1 de novembro de 202607:38
Atualizado há 5 horas às 10:38

A série Dom de Iludir, que estreou na Netflix na última quarta-feira (28/10), tem gerado comparações com um dos casos de estelionato de maior repercussão no país. Estrelada por Marieta Severo, Alice Wegmann e Nanda Costa, a produção narra a história de uma família abastada envolvida em um esquema que combina promessas espirituais, disputas familiares e obras de arte de alto valor.

As semelhanças com o caso da família Boghici, ocorrido em 2022 no Rio de Janeiro, motivaram questionamentos sobre uma possível inspiração no episódio real, que resultou em um prejuízo estimado em R$ 725 milhões. O diretor Mauro Mendonça Filho, em entrevista ao Metrópoles durante a première da série no Rio, comentou as coincidências, mas não confirmou uma ligação direta.

«Todas as histórias, de alguma forma, têm uma inspiração, seja direta ou indireta, de alguma coisa da realidade, nem que seja alguma frase ou alguma coisa assim», afirmou o diretor. Ele explicou que, ao assumir a direção, recebeu o roteiro já pronto e preferiu tratar a narrativa como uma ficção independente de eventos reais.

«Eu entrei nessa história, tinha um roteiro, tinha um texto de uma história, uma ficção, e eu sempre orientava todo mundo: esquece se existe qualquer coisa da realidade», acrescentou Mauro Mendonça Filho.

O caso real que possivelmente inspirou a trama envolve Geneviève Boghici, viúva do marchand Jean Boghici, e sua filha Sabine Boghici. Segundo as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o esquema teria começado quando Geneviève foi abordada por uma mulher que afirmava que sua filha corria perigo. A partir daí, a idosa teria sido convencida a fazer pagamentos milionários para evitar uma suposta tragédia.

De acordo com as apurações, o golpe também incluiu a retirada de joias e obras de arte da residência da vítima, sob a alegação de que os objetos precisariam passar por uma limpeza espiritual. A investigação apontou a participação de Rosa Stanesco Nicolau, conhecida como Mãe Valéria de Oxóssi, e de outras pessoas no esquema.

A produção da Netflix, no entanto, não é uma adaptação do caso e sim uma obra de ficção que aborda temas como manipulação, fé e conflitos familiares. A série tem chamado a atenção do público justamente por explorar situações que remetem a episódios reais de estelionato.

Procurada, a Netflix não se pronunciou sobre as comparações. O diretor Mauro Mendonça Filho reforçou que a série deve ser assistida como entretenimento e que qualquer semelhança com a realidade é coincidência ou fruto de inspirações indiretas.

Dom de Iludir já está disponível no catálogo da Netflix e tem gerado discussões nas redes sociais sobre a linha tênue entre ficção e realidade em produções baseadas em crimes financeiros.

Dom de Iludir, da Netflix, remete a golpe real de R$ 725 milhões - destaque galeria
Dom de Iludir, da Netflix, remete a golpe real de R$ 725 milhões - destaque galeria
Dom de Iludir, da Netflix, remete a golpe real de R$ 725 milhões - destaque galeria
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Fonte de referência: Entretenimento – Metrópoles — https://metropoles.com/entretenimento/dom-de-iludir-da-netflix-remete-a-golpe-real-de-r-725-milhoes

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