O Sindicato dos Ferroviários de São Paulo negou nesta terça-feira (4) que a greve que paralisa três linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tenha motivação política. Segundo a entidade, a paralisação foi deflagrada por questões trabalhistas e pela falta de avanço nas negociações com a companhia.
As linhas afetadas atendem principalmente municípios do Alto Tietê, como Mogi das Cruzes, Suzano e Poá, além de trechos da capital. Com a adesão de parte dos trabalhadores, as estações amanheceram com movimento reduzido e os passageiros relataram lotação em ônibus e em estações que operavam com esquema especial.
A CPTM informou que acionou um plano de contingência, com reforço de ônibus do sistema municipal e orientação para que os usuários busquem rotas alternativas. A companhia não divulgou balanço oficial sobre o número de trens parados ou de trabalhadores ausentes.
Em nota, o sindicato afirmou que a decisão pela greve foi tomada em assembleia e que a categoria cobra a recomposição de perdas salariais, melhorias nas condições de trabalho e a manutenção de benefícios. A entidade classificou como 'infundada' qualquer tentativa de associar o movimento a disputas partidárias ou a interesses eleitorais.
As negociações entre sindicato e CPTM devem ser retomadas ao longo do dia, com mediação de órgãos de conciliação trabalhista. Enquanto isso, a orientação é que os passageiros consultem os canais oficiais da companhia antes de sair de casa e considerem tempo extra no deslocamento.
Especialistas em mobilidade urbana lembram que paralisações no sistema ferroviário têm impacto direto na rotina de milhares de trabalhadores que dependem do transporte público na região metropolitana. A expectativa é de que uma nova assembleia da categoria seja realizada nas próximas horas para avaliar os rumos do movimento.
Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.

