O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou a se manifestar nesta quarta-feira (5) sobre a greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Em declaração pública, o governador criticou a paralisação e relembrou uma fala antiga do vice-presidente Geraldo Alckmin, que, em outro contexto, havia se referido a um grupo de manifestantes como “grupelho radical”.
A referência ao termo usado por Alckmin foi feita por Tarcísio como forma de comparar a atual mobilização dos ferroviários a ações que, segundo ele, prejudicam a população e o funcionamento do transporte público. O governador não detalhou a que episódio específico se referia, mas a menção provocou repercussão imediata nos meios políticos e entre representantes dos trabalhadores.
A greve na CPTM afeta diversas linhas da região metropolitana de São Paulo, incluindo trechos que atendem cidades do Alto Tietê, como Mogi das Cruzes, Suzano e Poá. Passageiros relatam transtornos desde o início da paralisação, com estações fechadas e trens operando com intervalos maiores ou suspensos em alguns trechos. As empresas de ônibus metropolitanos e municipais têm reforçado a frota para tentar minimizar o impacto, mas a demanda excede a oferta em horários de pico.
Os sindicatos que representam os ferroviários alegam que a greve é uma resposta à falta de avanço nas negociações salariais e de condições de trabalho. Até o momento, não há previsão de retorno imediato às atividades, e novas rodadas de conversa entre as partes devem ocorrer ao longo da semana.
Nos bastidores, a crítica de Tarcísio é interpretada como parte de um acirramento político entre o governo estadual e setores ligados ao governo federal. A lembrança da fala de Alckmin, feita anos atrás, foi vista como uma tentativa de desqualificar a mobilização e transferir o desgaste para adversários políticos. Procurados, representantes do Palácio dos Bandeirantes e da CPTM não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
Especialistas em transporte público avaliam que paralisações prolongadas tendem a agravar a mobilidade na região metropolitana e a pressionar o sistema de ônibus, que já opera próximo da capacidade máxima em diversos corredores. A orientação para os usuários é acompanhar os canais oficiais da CPTM e planejar rotas alternativas, com tempo adicional de deslocamento.
Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.

